Bob Ferguson (Leonardo DiCaprio), ex-revolucionário paranoico, é forçado a sair da aposentadoria quando sua filha é sequestrada por seu pior inimigo. Com Sean Penn, Benicio Del Toro e Teyana Taylor. O grande vencedor do Oscar 2026.
Também venceu Globo de Ouro, BAFTA, Critics' Choice e PGA Award. 13 indicações ao Oscar 2026.
Dirigido por Paul Thomas Anderson e inspirado no romance Vineland (1990) de Thomas Pynchon, Uma Batalha Após a Outra acompanha Bob Ferguson (Leonardo DiCaprio), um ex-revolucionário paranoico, isolado e "constantemente chapado" que tenta criar sua filha Willa (Chase Infiniti) longe do caos político que marcou sua juventude.
Bob foi membro do French 75, um grupo rebelde de extrema-esquerda que usava bombas e armas para protestar contra um governo tirano. Após décadas fora das batalhas, ele vive em isolamento com Willa, tentando apagar um passado que se recusa a desaparecer. A mãe de Willa, Perfidia Beverly Hills (Teyana Taylor), uma antiga companheira do grupo, os abandonou 16 anos antes — e a questão sobre a paternidade de Willa se torna central na trama.
Tudo muda quando o Coronel Steven J. Lockjaw (Sean Penn), militar corrupto e sanguinário que foi humilhado por Perfidia anos atrás, reaparece e sequestra Willa. Bob é obrigado a contatar seus antigos companheiros — entre eles Sensei (Benicio Del Toro), um lutador implacável — e montar uma operação para resgatar a filha.
A narrativa de Anderson é uma sátira política afiada sobre polarização, imigração e extremismo, embalada em ação de alta voltagem e muito humor negro. Filmado em VistaVision — um dos primeiros filmes a usar o formato desde os anos 1960 —, o resultado visual é deslumbrante e único. Anderson levou mais de 20 anos escrevendo o roteiro, incorporando suas próprias histórias à adaptação do livro de Pynchon.
O filme já está disponível nas principais plataformas digitais desde novembro de 2025. Veja onde assistir:
O Oscar de Melhor Filme de 2026 foi uma redenção histórica para Paul Thomas Anderson. Depois de ver Sangue Negro, Trama Fantasma e Licorice Pizza passarem pela cerimônia sem a estatueta principal, o diretor finalmente conquistou o topo com sua obra mais ambiciosa e politicamente carregada.
O que torna o filme único é a combinação improvávelque Anderson conseguiu: uma sátira política sobre polarização e crise migratória embalada em um action-thriller frenético, com pitadas generosas de humor negro. Não é um filme fácil — é denso, provocativo e cheio de camadas — mas é exatamente esse tipo de obra que o Oscar foi criado para reconhecer.
O desempenho de Leonardo DiCaprio como Bob Ferguson é diferente de qualquer personagem que ele já interpretou. Paranoico, desleixado e ao mesmo tempo profundamente humano, DiCaprio entrega uma atuação física e emocionalmente intensa. Sean Penn, por sua vez, ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante com um Coronel Lockjaw absolutamente intimidador — cruel, fanático e hipnótico.
Tecnicamente, o filme é uma obra-prima. Filmado em VistaVision — formato raramente usado desde os anos 1960 — e com sequências em IMAX 70mm, Uma Batalha Após a Outra é um espetáculo visual que precisa ser visto em uma boa tela para ser completamente apreciado. A trilha sonora e a montagem, que também levou o Oscar, completam uma experiência cinematográfica rara e inesquecível.
O filme venceu 6 categorias no Oscar 2026: Melhor Filme, Melhor Diretor (Paul Thomas Anderson), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator Coadjuvante (Sean Penn), Melhor Montagem e Melhor Elenco — em um total de 13 indicações.
O filme está disponível dublado em português brasileiro no Max (HBO Max) e no Amazon Prime Video. Também pode ser alugado ou comprado no Apple TV e Google TV.
Não. DiCaprio foi indicado ao Oscar de Melhor Ator mas não ganhou — o prêmio foi para Michael B. Jordan por Pecadores. Ainda assim, ele se tornou o único ator vivo a protagonizar três filmes vencedores do Oscar de Melhor Filme: Titanic, Os Infiltrados e Uma Batalha Após a Outra.
Sim, especialmente para quem aprecia cinema autoral com ambição. É um filme denso e longo (2h41min), mas recompensador. Paul Thomas Anderson entrega sua obra mais acessível em termos de narrativa, sem abrir mão da sua assinatura visual e temática.
Sim. O roteiro é inspirado no romance Vineland (1990) de Thomas Pynchon. Anderson incorporou suas próprias histórias à adaptação e levou mais de 20 anos para finalizar o roteiro — segundo ele mesmo, "500 páginas eram uma porcaria antes de virar algo bom".
O filme tem classificação indicativa de 16 anos no Brasil por conter violência, linguagem forte e conteúdo politicamente sensível.